terça-feira, 23 de outubro de 2007

Cota para Negros - Artigo de Wagner Camilo dos Santos

SISTEMA DE COTAS PARA NEGROS FRENTE AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA COMPENSAÇÃO OU RACISMO?

Muito se discute atualmente acerca das medidas legislativas e administrativas que definem cotas para negros. Estas cotas são de acesso às universidades, cargos públicos e mínimos de atores em filmes nacionais.

A maior parte da corrente doutrinaria, questiona, se estas cotas atendem a CRFB, ou se fere o princípio da igualdade ou isonomia. Essa medida que para muitos é equivocada e arbitraria, considera o principio da igualdade apoiada nas políticas de compensação ou compensatórias.

Toda e qualquer proposta no sentido de restringir as desigualdades sociais, diz Menegatti, são sempre elogiáveis. No entanto a iniciativa parte de premissas equivocadas e certamente terá conseqüências indesejadas, caso venha realmente ser implantada.

Vários questionamentos surgem em relação à constitucionalidade de uma medida como essa, principalmente, sua aplicação no caso concreto. É fato que o princípio da igualdade que a CRFB de 1.988 preconiza, na realidade pode não traduzir a realidade atual. As classes sociais mais pobres, que compreendem boa parte da população negra, encontra-se em muitas circunstâncias, privadas de oportunidades e direitos. Todavia, tudo isto é produto de uma política corrupta e do preconceito velado, e não de uma efetiva distinção de raças. Se ao contrário fosse, teríamos que levar em conta o principio da superioridade racial do branco.

Uma pequena parte dos juristas que defendem as cotas para negros, afirmam que essa medida é puramente compensatória. Primeiramente é importante comentar que políticas compensatórias para as minorias nada mais são que, políticas implementadas ou patrocinadas pelo Estado. Cartaxo Júnior, acerca do assunto comenta:

Tem o objetivo de regatar ou no mínimo, minimizar distorções sociais profundas ou mesmo injustiças sociais que condenam minorias a baixos salários e escassas oportunidades. Funcionam como uma forma de compensar séculos de discriminação e preconceitos abrindo oportunidades para integrantes dessas minorias.

Este tipo de política é de origem norte-americana, e a política que mais causou discussões e indignações naquele pais, foi justamente o sistema de cotas para negros e hispânicas na universidade. Houve uma longa discussão e seu desfecho deu-se em 1978, segundo Cartaxo Júnior: “A suprema Corte decidiu pela inconstitucionalidade do sistema de cotas, vez que feriria o principio da igualdade”.

O tema é muito controvertido, e três questões, segundo Pena Filho, vem à tona, quais sejam:
a – qual o elemento tomado como fator de discriminação;
b – qual a correlação lógica abstrata entre o fator discriminação e o tratamento jurídico diverso que ele decorre;
c – qual a consonância desta correlação lógica como sistema constitucional.
Pena Filho afirma que o assunto é tão controvertido e concreto que as respostas emergem prontamente:
a – O fator de discriminação toma por elemento basicamente, a cor de pele ou propriamente, a quantidade de melanina nela classificando os indivíduos no que podemos chamar, perfis de cor de pele;
b – A correlação lógica abstrata é a reserva de um certo número de vagas nas universidades, o tratamento jurídico diversificado, aqueles cuja cor de pele enquadra-se em determinados perfis, o fator de discriminação;
c – Nossa Constituição Federal, por diversas passagens, deixa clara sua opção por reduzir a discriminação entre grupos humanos, inclusive a oriunda de diferenças de raça e de cor.

Não obstante, para se analisar a constitucionalidade do tema, se faz necessário, uma comparação com o princípio constitucional da isonomia.

A inconsistência deste tema mora, segundo Pena Filho, na falta de relação de pertinência lógica entre perfis de cor da pele com inclusão no benefício. E continua:

A norma, para se qualificar como adjeta ao principio da isonomia, toma por fato a hipótese de que perfis de pele influem no resultado da prova de admissão na universidade, o que é um desatino. E pior: prevendo um benefício ao perfil de cor de pele negra, toma por fato a hipótese de que o negro obtém resultados piores que os não-negros. Em palavras curtas, pressupõe que o negro seja menos inteligente que o branco.

Não menos importante salientar, que a iniciativa neste sentido faz letra morta do artigo quinto da CRFB, que preconiza a igualdade de direitos entre cidadãos, como afirma Menegatti. O texto constitucional é taxativo ao afirmar que “[...] todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza [...]”.

O que deve ficar claro é que não é o negro que tem dificuldade de entrar na universidade e sim, o pobre, por isso o benefício deveria condicionar a este ultimo. Assim, podemos afirmar, que se o objetivo é resgatar dívidas sociais com alguma classe, o critério usado não poderia ser o de cor e sim o da condição social.

O tema definitivamente carece de constitucionalidade, por ferir o princípio da igualdade, pois prega a superioridade intelectual de outra raça. Assim tende a discriminar um grupo de pessoas com maior número, ou seja, os pobres.

Como já é fato, a CRFB nos seus diversos artigos, preocupa-se em atacar uma das mais abjetas posturas do homem, que é o racismo, e a inércia da inferioridade de uma raça. E o fato de beneficiar uma classe, evidenciando uma suposta compensação, que mais tem caráter de paternalismo, apenas aumenta o sentimento racista e acentua as diferenças.

A maior problemática levantada é acerca da explicação de como diferenciar um negro de uma pessoa que estudou na mesma escola, ou que mora ao lado de sua casa no mesmo bairro pobre.

Não se deve em hipótese alguma, levantar dúvidas acerca da capacidade intelectual de qualquer classe racial que for. E isto, é o que se está botando em xeque, através deste novo sistema de cotas, privilegiando os negros. Deve-se sim, analisar os valores de mensalidades destas universidades, rever os parâmetros das universidades públicas e viabilizar o acesso, não só do negro, mas de todos, dispostos a receber o ensino superior de qualidade.

O racismo na verdade alimenta-se das desigualdades, e mantém-se com a distância.

ARTIGO PUBLICADO PELA REVISTA DA OAB - BRASIL - (2007) POR WAGNER CAMILO DOS SANTOS


quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A bicicleta comprada Num Leilao

Pra descontrair já que o final de semana está aí......, resolvi copiar/colar aqui um e-mail que recebi do meu amigo Jefferson Puff (também jornalista) que atualmente mora em HAMBURG - na Alemanha - (ele é Brasileiro) . neste e-mail ele conta o dia em que comprou uma bicileta num leilao... Leia e BOM DIVERTIMENTO ...HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

DE: Jefferson puff
Para: Bettina Riffel

oi Bettina
Fiquei sabendo assim em cima da hora de um leilão de BICICLETAS APREENDIDAS PELA POLICIAe me joguei pra la....IMAGINEM um leilão, com um cara segurando uma bicicleta, e o outro com um microfone, gritando assim FÜNF EURO!SIEBEN, ACHT, ZEHN, FÜNFZEHN, ZWANZIG... .ate que alguem comprava de uma vez....Pois entao.... tudo muito bem, tudo muito bom.... teve um cara que comprou uma mountain bike, bem animal, por DREISSIG EURO.... eu dei uma olhada nas bikes que estavam saindo.. ok ok....eu queria uma estulo classica, sabe tipo aquelas de pneu fino, e de aluminio, pra andar bem depressa nos parques e tal.... dai dei uns lancesnuma... cinza metalica.... eu queria pagar no maximo 20, mas os lances estavam quase sempre continuando ate 35, 40.... estava dificil achar uma por menos de 40... meus lances estavam parando em 25.... 30...dai um cara comprou por 30 a metalica..eu deveria ter comprado essa.... merda.... hehehehheacabei me empolgando com uma azul metalica, marca PEUGEOT , francesa..... eh uma bicicleta bem cara na real...... e de onde eu estava parecia que ela era boa..... eu dei um lance de ZEHN .... continuou... fui pra ZWANZIG..... FÜNFUNDZWANZIG..... dai eu sei que um otario pegou e ficou me desafiando ate que o cara gritava sem parar.... 26, 27, 28, 29, 30, 35, 38 , 39, e ficou em VIERZIG....... acabei comprando por 40, naquela adrenalina de leilão... só que quando trouxeram a bicicleta.............PELAMORDEDEUShehhehehehheehtava completamente podre!!! ALLES KAPUTT!!!!me senti um grande otario, um idiota... fui que raiva!!!!!!!!!! o pneu da frente tava todo torto, e todo podre, teria que trocar o pneu e o raio....o pneu de tras tava podre, precisaria trocar tambem...aquela protecao de metal, pra em dia de chuva nao respingar toda a lama nas tuas costas, caiu logo em seguida, hehhehehehheheehhehehhehehhee os freios nao funcionavam muito bem, a unica coisa em dia mesmo era o quadro, o cambio (18 marchas) e o celim, que ate era bom e de uma marca boa, selle royal, bem novo por sinal.....dai ficamos eu, um grego, um ingles e uma sul-africana, andando pra la e pra ca com as nossas bikes super-podres sem saber o que fazer ao certo..... a dela ficou por 18 euros, e precisou de 20 pra consertar.... (38)a do grego ficou por 20 e precisava de 50 pra consertar.... (70)a do ingles ficou por 36 e precisa de 50 pra consertar (76 ou mais) a minha ficou por 40 e precisa de 50 pra consertar (90)hahahafoda nehacabamos chegando nesse chale de madeira....o dono era um indio nativo norte-americano, apalache eu acho..... europeu com certeza ele nao era, era das nossas bandas, america do norte.... uma figurassa, com cabelao comprido, tudo branco, aquela cara de apalache, apache, sei la o que... .so faltava um cachimbo da paz, apesar de eu ter quase certeza que ele estava chapado......pra resumir, acabei descobrindo essa regiao ALTONA, que foi uma grande e excelente surpresa..... e no final das contas eu vou pagar 90 euros por essa bicicleta classica, toda de aluminio, bem levinha, com 18 marchas funcionando, freios funcionando, uma roda nova, dois pneus novos, celim novo, proteção pro pneu de tras nova, toda engraxada, pronta pra usar..... o indio apalache tinha uma usada em boas condicoes por 110.... somente 20 euros a mais do que a minha.... seria um negocio melhor eu acho, mas elanao tinha o mesmo estilo que a minha, nao era tao massa. hehehhe e em lojas, novas, era tudo pra mais de 300...... espero que a Bettina nao me escreva dizendo que ela sabe de uma por 60, nova, em Mülheim, hehehehhebom, espero que voces tenham uma quinta feira a noite bem boa... e um final de semana melhor ainda...... ate mais!!!!

Mais de 8% da população da Alemanha é de estrangeiros

Boa qualidade de vida, salários acima da média e educação de bom nível fizeram da Alemanha um forte pólo de atração de imigrantes. Não apenas nos grandes centros, mas também em cidades médias e até pequenas, é notável o caldeirão cultural em que se transformou o país com sua recuperação econômica após a II Guerra Mundial. A vinda maciça de estrangeiros começou por iniciativa do governo alemão na década de 50. Diante da falta da mão-de-obra, principalmente para serviços pesados, como nos ramos de construção civil e mineração, a solução foi firmar acordos internacionais a fim de atrair operários de fora para trabalharem no país.
O número de estrangeiros vivendo na Alemanha é de quase 7 milhões, o que representa 8,2% da população, segundo dados de 2005 do Departamento Federal de Migração e Refugiados da Alemanha.
O maior grupo de imigrantes é o dos turcos que são cerca de 26,1% dos estrangeiros sendo que em cidades como Frankfurt esse número chega a um terço da população. Em seguida, vêm os italianos (8,0%), seguidos dos sérvios e montenegrinos (7,3%), poloneses (4,8%) e gregos (4,6%). Como a chegada de imigrantes é um processo que já dura décadas, houve muitos pedidos de naturalização e casamentos entre estrangeiros e nativos, que geraram novas gerações de alemães com histórico de imigração. Estima-se, por exemplo, que haja mais de 415 mil cidadãos alemães que tenham alguma raiz turca em sua árvore genealógica.
O acolhimento dessa grande quantidade de estrangeiros com estilos de vida tão diferentes é um desafio permanente para a sociedade alemã, que debate constantemente como alcançar um convívio mais harmonioso. Culturalmente, no entanto, elementos vindos de fora têm produzido resultados muito interessantes. Na culinária, por exemplo, pode-se dizer que a salsicha deixou de ser o lanche rápido mais vendido nos quiosques espalhados pela Alemanha. Em seu lugar, pode-se saborear em quase qualquer esquina o “döner kebab”, um sanduíche inventado por imigrantes turcos em Berlim feito com carne fatiada e vegetais.
Além disso, dezenas de artistas de origem estrangeira se destacam na televisão, no cinema, no teatro e nas artes visuais. Um bom exemplo é o diretor turco-alemão Fatih Akin, que em 2004 faturou o Urso de Ouro do Festival de Berlim com o longa-metragem Contra a Parede. Na literatura, pode-se citar o escritor e jornalista moscovita Wladimir Kaminer, que em 1990 emigrou para a Alemanha e em 2000 estourou com o best-seller “Russendisko”, uma coleção de contos bem-humorados sobre o cotidiano de imigrantes russos no país. Apesar de ter emigrado já adulto, Kaminer não escreveu o livro em sua língua materna, mas em alemão.

Matéria de Dennis Barbosa - 14/02/2007 - Site www.alemanja.org

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Riffel News deseja a todos BOAS VINDAS ao novo blog de correspondência internacional

03.10.2007 - Quarta-feira

Feriado na Alemanha

A Unificacao das Duas Alemanhas (devido a queda do Muro de Berlim em 1989) comemora hoje 17 anos. Para todos é um motivo de alegria , de euforia...
A queda do Muro foi em 1989 . Mas a unificacao aconteceu somente em 1990

Berlim está em festa. E é desta maneira que iniciarei o "Riffelnews" Blog. Em festa !!!!

Como jornalista (e correspondente internacional para o Brasil) estou na Alemanha e postarei aqui novidades, sugestoes de pautas, curiosidades, textos, críticas e desabafos. Basta pegar o Bus até o centro da cidade ou o Trem até a proxima estacao para notar que há assunto em todas as esquinas da vida. Assunto é o que nao vai faltar. Está dada a largada. Vale lembrar que o material aqui postado poderá ser utilizado para publicacao desde que dados os devidos créditos, tanto para textos como para fotografias.

Obrigada e sejam bem vindos
BETTINA RIFFEL
celular para sms
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